Gigantes da computação gráfica (parte 2/2)

Olá amigos,

A seguir a segunda parte do artigo de 2005 do blog Lightshock, sobre alguns do mais importantes softwares de CG do mercado. Não levem em consideração alguma defasagem em relação aos dias de hoje, o que vale é conhecer no geral os programas de modelagem e renderização mais utilizados.

Maya

Prós – O Maya é um dos softs mais amigáveis para criar animações de todos os tipos, o engine de render é muito bom (Mentalray/Final Gather). A versão 6.5 está bem mais otimizada que a anterior, a interface é muito amigável com ícones que facilitam a localização das ferramentas. Tem bons recursos de dinâmicas, efeitos, fluídos etc.

Contras – A usabilidade das ferramentas é péssima isso traz uma desagradável experiência na hora de modelar deixando o soft menos produtivo. O engine de render é bom porém lento, tanto para o XSI quanto para o Maya, o aprendizado do Mental Ray é um capítulo à parte dado sua enorme complexidade. Há dificuldades em selecionar elementos e o usuário algumas vezes precisa fazer malabarismos para operar o soft. Quem é usuário somente do Maya não percebe isso, porém quem migra de outro soft para ele nota isso logo de cara e normalmente usuários de Maya ficam impressionados com as ferramentas básicas de operação de softs como XSI, LightWave ou do Modo. É interessante notar que devido à grande dificuldade de se operar o Mental Ray, em geral, as galerias de usuários que se valem deste engine de render não costumam ter boas ilustrações em relação a sua arte-final o que não desmerece o poder do XSI ou do Maya, mas que acaba por gerar uma propaganda negativa já que usuários iniciantes tendem a observar primeiro o resultado em termos de render que um soft pode produzir do que de fato seus recursos.

3DS MAX

Prós – O MAX é muito amigável para criar jogos, isso o faz um dos mais populares no mercado mundial na criação de jogos 3D. Sua interface também é iconográfica como a do Maya. Possui inúmeras ferramentas para modelar. Sua inserção no mercado de arquitetura, particularmente no Brasil, é imensa.

Contras – Preço muito elevado (quase US$ 4.000,00), mesmo na versão educacional (quase U$ 2.000,00) que é muito mais cara que a versão Essentials do XSI. O sistema de seleção não é amigável, você pode perdê-la se não tiver cautela. Uma vez feito os objetos e você desejar modificar algo o MAX bagunça os moprh targets e UVs. Como foi dito, há inúmeras ferramentas o problema é encontrá-las.
O 3DS Max é muito instável, trava constantemente. No caso de criação de games, para testar como está o andamento você precisa sair do MAX, testar e retornar ao soft.
Apesar de iconográfica, a interface é muito desorganizada. Animação e dinâmicas nem sempre reagem bem.
O MAX tem um sério problema em suas atualizações, problema esse que os próprios usuários reclamam a todo momento; ele é o soft dos plugins, quando surge uma nova versão não se vê implementações no core do programa e sim mais uma enchurrada de plugins que aumentam a biblioteca que polui ainda mais a interface do 3D Max.

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