Olá amigos,
Começo está página com a minha breve porém dolorosa experiência no mundo da velocidade.
Moro no Rio de Janeiro e juntamente com alguns colegas do trabalho, fomos num sábado ao Norteshopping, que usa uma parte do estacionamento coberto como pista de kart.
Antes de relatar minha experiência vale um adendo. Por trabalhar muito com computadores, tenho uma dor um tanto crônica no ombro direito, dito isto, inicio meu relato.
Participamos normalmente da reunião que toda corrida tem, explicação de como funciona um kart, como proceder na pista… bem não pode dar totó, ficar batendo pela pista a torto e direito (não? por que?) preferência para quem vem mais rápido, enfim, para quem conhece corridas de carro nada de novo. E lá fomos nós 8 amigos num grid de 10, portanto 2 “estrangeiros”.
Nunca sentei num kart, e vale lembrar que tenho 1,85cm com 95kg, portanto não sou um piloto fácil de se domar. O kart me escolheu não fui eu que o escolhi, o fiscal me apontou “senta naquele” e pra mim não fez diferença.
Iniciei meu treino tentando conhecer como funciona o kart e após 5 minutos de treino (mas já acabou?) fiquei em oitavo, portanto deixei 2 pilotos para trás sendo que um era integrante do nosso grupo, nada mal.
Atenção para a luz verde. Que luz verde? Estou vendo uma luz meio alaranjada e… largou todo mundo, então fui atrás.
Quem conhece o kart do Norteshopping sabe que as curvas são feitas em torno das colunas, e são muitas colunas, portanto, tem curva para todos os gostos sendo que volta e meia eles mudam o traçado. Dito isto, começei uma disputa com um cara que estava de camisa social branca. (não acredito quando me lembro) Para me ultrapassar, me deu um totó e dividiu a curva me jogando pro lado, vale lembrar que tocar rodas no kart é show de bola mas dá um frio até lá no final da coluna. E não é que o cidadão branco social começou a me fechar? Me esqueci de perguntar isso no briefing. Pode fechar?
Pior, meu ombro começou a doer, comecei a cansar. Quer mais? Comecei a enjoar. É muita curva, muita coluna, muita curva, pouca reta. Mas não me abalei, no meio da corrida tive uma idéia genial, na entrada da reta eu deixava o kart bater (porrar mesmo!) na lateral. Isso fazia com que eu relaxasse os braços rapidamente já que teria que retomar velocidade, ajeitar o kart…
E tome sinal do fiscal de pista me apontando a bandeira e eu só… lá vai o kart nos pneus na entrada da reta. O problema era o barulho, pois tinha umas placas (acho que de acrílico, ou algo parecido) e quando eu chapava as placas via a cara dos fiscais.
Mesmo assim ainda consegui me divertir e fazer algumas boas voltas. Uma das curvas mais interessantes é a que fica mais para o fundo da pista, após a reta, um tanto rápida e aberta, a maioria das ultrapassagens são por ali, que fica um pouco antes do painel de cronometragem. Vindo rápido consegue-se enfiar por dentro e ultrapassar, mas só que o kart tem tendência a espalhar e se não controlar acaba tomando um “X”, por isso essa curva é divertidíssima.
Que eu me lembre, tomei umas 2 voltas do José, umas 3 do Léo e ufa consegui ultrapassar o social de branco. Eita felicidade, mas acho que meu estômago não gostou ou sei lá meu ombro também não gostou nada daquilo, sofrer com o mouse é uma coisa, dor de kart é outra. Então não aguentei, levantei o braço e encostei o kart. Ledo engano, acham que pude sair assim? Só ouvi os gritos do fiscal: “vai parar? por favor, leve o kart até o final da reta, lá tem um cantinho pros karts” Bem, ele pediu, entrei na reta e não resisti. Só mais uma pancadinha de leve. Quando saí, olhei para o painel e estava em 6º, nada mal.
Ao término da corrida trocamos idéias e comentários e descobri que existe uma espécie de cinto e ajuste do banco. Lembram-se que eu disse que tenho 1,85cm? Foi muito desconfortável pra mim pilotar um kart, fiquei mais tempo dançando no banco e com uma dor lancinante na coluna.
Mas foi muito legal, mesmo não conseguindo completar a prova, consegui entender o porque de tantas pessoas serem apaixonadas pela velocidade de uma corrida de carros.
Abraços,
Jorge Paes
Bobby Silva, campeão do GP4fun 2007 (24/07/08)
Essa eu tinha que contar…
Galera, ontem matei umas 10 lombrigas gigantes, muito bem alimentadas pela vontade de dar umas voltas de kart. A convite do Pascoal fomos até a cidade de Itú na pista da Schincariol com mais 12 malucos.
Uma coisa eu garanto, imaginar-se pilotando e pilotar realmente um kart são coisas absolutamente destoantes, eu acreditava que ia montar na barata acelerar e arrepiar como a gente faz atrás do teclado. Pois é, arrepiei mesmo, mas de uma forma um pouco diferente. Um misto de medo e adrenalina.
Nas primeiras voltas, tentei aos poucos entender a novidade e 5 minutos não foram suficientes, não consegui botar fé que aquele carrinho era capaz de grudar no chão. Vem a primeira bateria de 15 minutos, larguei na pole. Stop, o grid era invertido tá? Larguei bem e fiquei na frente até a reta oposta, na freada adivinha? Rodei lindamente e vi a cambada toda passar, perdi as contas de quantas vezes rodei na pista.
E vem a segunda bateria, mais 15 minutos, já não tinha força nos braços e muita câimbra na panturrilha, mas vamos que vamos, lá tá eu na pole novamente, saí bem mas na reta oposta deixei uns cinco me passar com medo de rodar novamente, no miolo entrei babando na curva, que infelicidade, um dos malucos rodou e ficou de frente comigo, só me lembro de ver o numero 07 e veio a bagaçada. Doeu! Bati com o estômago no volante. Meio que sem fôlego, quase desisti mas que parar que nada, já nas ultimas voltas comecei a me entender com o carrinho, até abusei numas curvas, só que a brincadeira acabou. O que mais me impressionou é a força que se tem de fazer para segurar a baratinha nas curvas.
Bom, hoje cedo descobri que a batida não foi só no estômago, mas também no tornozelo esquerdo e no joelho direito, a estafa muscular é tanta que para escovar os dentes de manhã precisei usar a mão esquerda pra ajudar, só não dói a sobrancelha.
Estou feliz !!!… Dolorido… mas muito feliz.Bobby Silva
Eduardo Stadulni, diretor geral do GP4fun (Set./08)
Salve Jorge,
Minha experiência de velocidade começou quando tinha uns 3 anos… de TRICICLO (para os saudosistas… o bom e velho Bandeirante)!!! Eu e meus irmãos vivíamos fazendo corridas com os vizinhos. Eu, o mais novo, sempre ficava de “piloto”. Era divertido. Lá pelos 6 anos, “a coisa” ficou mais séria. Morávamos em uma rua sem asfalto, de chão batido. Quando chovia, os carros passavam e deixavam a rua lisinha, lisinha depois que secava a umidade… na rua em que morávamos haviam três lombas. Duas enormes e uma, em frente de casa, pouco íngreme. Isso era bom para o que??? CARRINHOS DE LOMBA.
CORRIDAS E MAIS CORRIDAS. E ACIDENTES.
Um dia fui esfolando as pernas, descendo a lomba mais íngreme, quando o carrinho de lomba começou a se partir no meio da ladeira, arrebentado, mas muito engraçado, fiquei 3 dias ferrado e esfolado. Parou por aí a experiência, pois tive carrinho de lomba até os 14 ou 15 anos. Construíamos nós mesmos, íamos de oficina em oficina pedir “rolimãs” (ou rolamentos de carros que não havia mais reaproveitamento) alguns amarravam lanternas na frente para fazer de faróis. Depois a gente vai ficando mais velho, mais cuidadoso, mais devagar, um dia, quem sabe não “brinque” de kart, vamos ver.Abração,
Edu Stadulni(Nota do blog: Fui pesquisar na internet sobre carrinhos de lomba, aqui no Rio o velho carrinho de rolimã e me deparei com trabalhos fantásticos no Rio Grande do Sul. O pessoal leva muito a sério, recomendo pesquisarem para verem o nível da brincadeira pelos pampas! A foto é mera ilustração ao texto)

